terça-feira, 12 de maio de 2009







Ozmo, M-City, Run
Ancona, Italia
9 Maio 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Comemorar a morte

A Teresa esteve cá com o namorado de Sexta para Sábado e fez-me reparar numa coisa que eu nunca tinha reparado. Estranho até, porque costumo olhar sempre para os painéis de publicidade. A verdade é que nunca tinha pensado nestes.


Descobri então, que afixam o aniversário das mortes das pessoas no meio da rua. Tal e qual publicidade.
Mas a Teresa reparou num específico que comemorava a morte do Hitler. Claro que ficámos todos escandalizados, como é que é possível mostrar-se, publicamente, a tristeza pela morte de Hitler.
Voltámos à Piazza Italia para ler o cartaz novamente.



I Patrioti Europei, ricordando tutti i caduti della guerra civile europea di tutte le parti politiche ... lota.


A Teresa achou que era melhor do que pensava. Mas mesmo assim, comemorar a morte de Hitler, era de mau gosto.

Não sei, eu entendi a mensagem como "um ainda bem que Hitler morreu, acabaram as mortes e estamos de luto pelos que morreram a lutar contra ele"..

Mas não sei, não sei o que pensar sobre esta mensagem.

Teresa was here with her boyfriend from Friday to Saturday and because of that I noticed something that I never did before. Usually I always look at the posters on the wall. But I never thought about these before.I found out that they put the death's people date on these posters. Just like advertising!
Teresa look at a specific one. Adolf Hitler's death. We were kind of shocked. How can someone do that? But then, we wnet back to Piazza Italia again.

I Patrioti Europei, ricordando tutti i caduti della guerra civile europea di tutte le parti politiche ... lota.

For Teresa it was better than she thought. But bad, anyway.
I don't know. I understood it like "I'm glad that he died, there's no more deaths and we cry for who died fighting him".
But I don't know, I don't know what to think about this..

Blog em Inglês

A partir de agora, vou fazer uma espécie de tradução dos meus posts (em inglês), para que a Asli e, claro, outras pessoas, possam perceber também :)
Mas desde já peço desculpa pelos erros, é que o meu inglês não é, nem de perto nem de longe, a perfeição!


From now on, I'll do (kind of) a translation of my posts for Asli and other people :)
But I'm sorry about my mistakes, because my english is not that good!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Imagine a city where graffiti wasn't illegal,
a city where everybody could draw wherever they liked.
Where every city was awash with a million colours and little phrases.
Where standing at a bus stop was never boring.
A city that felt like a living breathing thing which belonged to everybody,
not just the estate of agents and barons of business.
Imagine a city like that and stop leaning against the wall - its wet.

Banksy

Stockholm, Sweden
April 2009

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Parabéns

Parabéns a vocês, meus avós.

"Parabéns avô" Dir-te-ia eu hoje, se estivesses aqui. Dar-te-ia um beijinho na testa, onde tinhas aquele pequeno galo. Sairia do quarto azul e voltaria atrás para dar outro. Não fosse esse o último.
Não daria mais importância ao dia de hoje que daria aos outros. Seria mais um dia contigo e com tudo o que me deste.

"Parabéns minha querida avó" digo-te eu hoje. Se estivesse ai, abraçar-te ia até berrares comigo. Pegava-te ao colo até dizeres para eu estar quieta. Dava-te beijinhos até me mandares pôr a mesa. Provavelmente o que faria, seria sentar-me no sofá a ver televisão ou ir para cozinha comicar o lanche.

Não estás aqui, avô, e eu não estou aí, avó. Mas nada muda. Não muda quem foram e quem são. Não muda o meu passado nem a minha pessoa. Não muda o que sinto. Só mudam as saudades. Essas crescem.

Mas como disseste avó, "Sorrio à vida, fazendo por esquecer que ela nem sempre me deu razões para isso. Mas deu-me tanto de bom, sorrio-lhe pois."

Eu sorrio à vida não pelas saudades que me deixa, mas pelas razões que me deu para as ter.

Muitos beijinhos.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Berlusca


Perugia, Itália
4 Maio 2009
Vital Moreira, cabeça de lista do PS às eleiçoes europeias, desce a avenida, no sentido contrário ao da manifestação do Primeiro de Maio. Acabou de cumprimentar os dirigentes da CGTP e dirige-se ao Martim Moniz, acompanhado por Vitor Ramalho e Ana Gomes. Um grupo corre em direcção a ele. “Traidor! Cabrão!”, gritam.
Outros manifestantes aproximam-se, curiosos, apertando o grupo provocador contra a comitiva socialista. Há encontrões. Ana Gomes é empurrada, água é lançada sobre Vital. “Traíste o povo, filho da p. Avô Cantigas! Traidor! Traidor!” Aperta-se o cerco à volta do candidato, que quer responder aos manifestantes, sempre com um sorriso. Mas Vitor Ramalho puxa-o. “Ele é um provocador, não tinha nada que vir aqui”, comenta Jorge, que vem ao Primeiro de Maio como quem vai a Fátima.
Mas uma jovem vem lançada, a correr, aos gritos. Precipita-se sobre o grupo que cerca Vital Moreira. Párem! Não façam isso! A democracia é de todos!”, brada Ana Rosa para os manifestantes que já estão em cima do socialista, numa embriaguês de violência. Todos se voltam, subitamente domados pela veemência da rapariga. Ana Rosa consegue chegar a Vital Moreira. “Quero pedir desculpa”.
A pequena multidão aguerrida dissipa-se. Vital Moreira segue o seu caminho e Ana Rosa afasta-se. “É isto que vai abrir os telejornais. Acabámos de perder a manifestação”. A profecia cumpriu-se. As palavras de ordem cederam lugar aos protestos contra a “intolerância”, o “sectarismo” ou a “instigação do ódio”.
Pedro tem 37 anos e a filha de dois às cavalitas. Não falhou quase nenhum Primeiro de Maio. Os mais difíceis foram os dois primeiros, ainda antes de 1974. Vinha com a mãe, que, no saco das fraldas trazia exemplares do jornal “Avante!” e no carrinho de bebé comunicados do MDP. Quando chegavam a um local mais escondido, Graça fingia aconchegar a manta da criança e... lançava ao ar um maço de panfletos.
Ana Rosa tem muitas profissões e em todas elas é precária. Bióloga, bailarina, massagista... Tudo a recibos verdes. Vem de uma família conservadora e rica, mas diz que já passou fome. Porque não se vende. Tem 33 anos, quer ser artista, activista e sexualmente livre. Está a desfilar com os Panteras Rosa, um grupo “contra a lesbigaytransfobia”.
Jorge tem 56 anos, trabalha na mesma empresa há 30, ganha 700 euros por mês e acha “importante” continuar a vir ao Primeiro de Maio. “É uma espécie de peregrinação a Fátima”, explica. Maria dos Anjos Gorena é Madre Superiora das Irmãs Oblatas. Desfila com um guarda-chuva vermelho, símbolo das prostitutas. Ela e outra freira, juntamente com sete prostitutas, desfilam também integradas nos Panteras Rosa. “Não conhecia este grupo. Mas são pessoas fabulosas, estes gays”, diz a Madre. “O importante é trabalharmos em conjunto”. Algo pouco comum na Igreja Católica... “Esqueça a Igreja Católica. Jesus se estivesse aqui, estaria a distribuir preservativos às prostitutas”. Bolas contra Sócrates..
A manifestação vai a subir a Avenida Almirante Reis, como um rio vagaroso à superfície, mas de remoinhos profundos, que desagua na Alameda Afonso Henriques.Um homem e uma mulher, da CGTP, estão em cima de um caixote de madeira a ditar as palavras de ordem, com um megafone. Os vários grupos profissionais vão obedecendo, à passagem. “Trabalho é um direito. Sem ele nada feito”. Gritam os slogans velhos: “CGTP. Unidade sindical”. E os os novos: “Sem pesca não há pão. Sesimbra tem razão”.
Camionetas forradas a cartazes tocam canções que não passam na rádio. De Zeca Afonso: “Ooouvem-se já os clamooores...” De Carlos Puebla: “E tu querida preseeencia, comandante Che Guevaaara”.Um cartaz: “Pela nacionalização da banca”. Outro, empunhado por um grupo de raparigas: “Somos mal empregadas”. Outro ainda: “Há água e cerveja”. E aquele ali, com as caras de José Sócrates e Durão Barroso e buracos nas respectivas bocas abertas: “Eles que engulam a crise!” Activistas oferecem bolas de trapos, para atirar aos cartazes.
Um grupo segura uma faixa da Frente anti-racista. “A luta continua. Governo para a rua”, grita um rapaz de 'dreadlocks’ rasta, calças a meio da nádega e t-shirt que diz “Angola”. Da secção do PS de Almirante Reis, o sr. Joaquim Domingos, 80 anos, porteiro-sem-salário da sede desde 1974, sorri à janela. Um pouco abaixo, Jerónimo de Sousa recebe beijos e abraços. “Ele era tão bonito quando era mais novo”, diz uma mulher enlevada.
Os dois “CGTPs” do megafone fazem o relato do encontro, em cima do caixote: “...e continuam a passar os representantes da freguesias da margem Sul, neste grande Primeiro de Maio...”
As sete prostitutas erguem os cartazes: “Prostituição: não ao preconceito. Sim à pessoa!” É a primeira vez que desfilam. Para a sua classe, é um momento histórico. “Deviam usar máscaras”, critica a Madre Superiora. “É preciso introduzir alguma criatividade nestas manifestações”.
“Com este governo andamos para trás”, gritam os precários do movimento Mayday. E marcham às arrecuas, depois correm para a frente.
Ana Rosa, loura, calças rasgadas e mochila, está a gritar: “País precário. Sai do Armário”. Muitos dos seus amigos já foram para o estrangeiro. Ela ficou, para ser activista. “Isso é o mais importante. Por ter actividade política, já andam espiões atrás de mim. Sim, porque a PIDE ainda existe.”
Pedro, que há 36 anos trazia panfletos clandestinos nas fraldas, tem agora quatro salários em atraso. “Vou-me despedir na segunda-feira”, revela em primeira mão. Ainda não comunicou à empresa. Porque continua a vir ao 1º de Maio? Porque “olhando para a História, vemos que não há direitos que tenham sido conquistadas sem luta. Pelo menos desde a Revolução Francesa.” E aqui? A luta pode tornar-se violenta? “Para já, acho que não, mas se as coisas piorarem...”

in http://ultimahora.publico.clix.pt

sábado, 2 de maio de 2009

1º de Maio em Roma

Demorei algum tempo a sentir-me no sul. Perugia é muito frio no Inverno e o Inverno tem sido longo. Tivemos umas semanas de sol que me senti em casa. Gente à minha volta. Voltou o Inverno. E agora está de volta a Primavera.
Mas ontem, em Roma, senti o sul. O barulho. A festa. O calor. Era isto que me fazia falta. Era isto que esperava de Itália.



quinta-feira, 30 de abril de 2009

quarta-feira, 29 de abril de 2009





Como, Itália
Abril 2009

Playing for Change: unir o mundo através da música

O projecto Playing for Change começou em 2005. O objectivo era criar uma unidade internacional através da música, com a participação de músicos de todos os cantos do mundo. Hoje existe uma Fundação Playing for Change, que ajuda a construir escolas e hospitais nos países mais necessitados.



in
http://www.publico.clix.pt/
A seguir, a locutora acrescentou: "O Senhor Jiabao pretende conhecer alguns empresários indianos e ouvir a história do seu êxito pela sua própria boca."
Aqui, ela explicou-se um pouco melhor. Ao que consta, senhor, vocês, os chineses, encontram-se muito adiantados em relação a nós em todos os aspectos, à excepção do facto de não terem empresários. E a nossa nação, apesar de não ter água potável, nem electricidade, nem sistema de esgotos, nem transportes públicos, nem regras de higiene, nem disciplina, nem boas maneiras, nem pontualidade, verdade seja dita que empresários não lhe faltam. São aos milhares. Sobretudo na área da tecnologia. E foram estes mesmos empresários, nós, empresários - que implantaram todas as empresas de subcontratação que agora praticamente governam a América.

Aravind Adiga, O Tigre Branco

JR - Casa Franca

Por favor, quem possa, que vá por mim!







Exposition 28 Millimetres: WOmen of Providencia a la Casa Franca Brazil, Rio de Janeiro jusqu au 21 Juin 2009. Entrée gratuite


terça-feira, 28 de abril de 2009