sexta-feira, 24 de julho de 2009

Cheirinho a UmbriaJazz.. não quer dizer que tenha sido o melhor festival que alguma vez. Posso mesmo dizer que de tanto que ouvi bem dizer, me decepcionou um pouco. Os concertos grátis na Piazza eram sempre os mesmos e só dois deles (que não se repetiram) é que acabei por gostar.
Também se dizia que Perugia ficava um mar de gente. Tirando os fins-de-semana, o mar de gente era igual ao dos outros fins-de-semana de bom tempo.
Mas sim, tínhamos mais música, a toda a hora. Uma atmosfera diferente. Um motivo (se é que precisávamos) para estar sempre em festa.

Cheirinho a Umbria Jazz

domingo, 19 de julho de 2009

Que atire a primeira pedra quem nunca teve nódoas de emigração a manchar-lhe a árvore genealógica… Tal como na fábula do lobo mau que acusava o inocente cordeirinho de lhe turvar a água do regato onde ambos bebiam, se tu não emigraste, emigrou o teu pai, e se o teu pai não precisou de mudar de sítio foi porque o teu avô, antes dele, não teve outro remédio que ir, de vida às costas, à procura do pão que a sua terra lhe negava. Muitos portugueses morreram afogados no rio Bidassoa quando, noite escura, tentavam alcançar a nado a margem de lá, onde se dizia que o paraíso de França começava. Centenas de milhares de portugueses tiveram de submeter-se, na chamada culta e civilizada Europa de além-Pirinéus, a condições de trabalho infames e a salários indignos. Os que conseguiram suportar as violências de sempre e as novas privações, os sobreviventes, desorientados no meio de sociedades que os desprezavam e humilhavam, perdidos em línguas que não podiam entender, foram a pouco e pouco construindo, com renúncias e sacrifícios quase heróicos, moeda a moeda, centavo a centavo, o futuro dos seus descendentes. Alguns desses homens, algumas dessas mulheres, não perderam nem querem perder a memória do tempo em que tiveram de padecer todos os vexames do trabalho mal pago e todas as amarguras do isolamento social. Graças lhes sejam dadas por terem sido capazes de preservar o respeito que deviam ao seu passado. Outros muitos, a maioria, cortaram as pontes que os ligavam àquelas horas sombrias, envergonham-se de terem sido ignorantes, pobres, às vezes miseráveis, comportam-se, enfim, como se uma vida decente, para eles, só tivesse começado verdadeiramente no dia felicíssimo em que puderam comprar o seu primeiro automóvel. Esses são os que estarão sempre prontos a tratar com idêntica crueldade e idêntico desprezo os emigrantes que atravessam esse outro Bidassoa, mais largo e mais fundo, que é o Mediterrâneo, onde os afogados abundam e servem de pasto aos peixes, se a maré e o vento não preferiram empurrá-los para a praia, enquanto a guarda civil não aparece para levantar os cadáveres. Os sobreviventes dos novos naufrágios, os que puseram pé em terra e não foram expulsos, terão à sua espera o eterno calvário da exploração, da intolerância, do racismo, do ódio à pele, da suspeita, do rebaixamento moral. Aquele que antes havia sido explorado e perdeu a memória de o ter sido, explorará. Aquele que foi desprezado e finge tê-lo esquecido, refinará o seu próprio desprezar. Aquele a quem ontem rebaixaram, rebaixará hoje com mais rancor. E ei-los, todos juntos, a atirar pedras a quem chega à margem de cá do Bidassoa, como se nunca tivessem eles emigrado, ou os pais, ou os avós, como se nunca tivessem sofrido de fome e de desespero, de angústia e de medo. Em verdade, em verdade vos digo, há certas maneiras de ser feliz que são simplesmente odiosas.

in http://caderno.josesaramago.org/

quinta-feira, 16 de julho de 2009

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Corfu









Banksy
Corfu, Grécia

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Pink Palace II

Já agora faço uma reportagem fotográfica do hotel! (especialmente para vocês mummy, Sara e a Ana).


E o quarto antes e depois!

Pink Palace

Sempre que ouvi falar de Corfu, ouvi falar do Pink Palace. É um hostel muito giro, só festa, etc etc..
Bom, se calhar até tinha gostado da festa, não fossem só americanos e espanhóis com 15 anos!
Tirando isso, não era muito caro e comidinha grega óptima!

E ainda deu para dançar e estudar, ahah :)




domingo, 12 de julho de 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Bari

Neste último mês, o tempo tem passado a mil à hora. Tenho tanta coisa para mostrar e contar mas mal tenho tempo de vir a net.(a propósito, estou-me atrasar imenso!).



Cheguei ontem a Perugia vinda da Puglia e da Grécia. Na Puglia estive em Bari e em Alberobello.
A primeira impressão de Bari foi horrível. Em primeiro lugar, adormecemos no comboio e só acordámos já o comboio estava a voltar para trás. Tivemos que apanhar boleia de uns comboios.. hm, não sei explicar. Fomos um bocadinho a uma praia e saímos de Bari durante à tarde para irmos a Alberobello, mas quando voltámos à noite e no dia a seguir, fiquei simplesmente apaixonada.




Tenho pena de não ter estado propriamente no feeling (saudades de Perugia e afins..), mas mesmo assim, adorei. Às onze da noite vê-se imensas mesas nas ruas, cheias de gente. A princípio achei que eram restaurantes, mas não, são mesmo as pessoas que abrem as portas de casa e sentam-se cá fora. E música na rua. Música que bem podia ser música pimba portuguesa!




Bom, estou mesmo com pressa. Quando puder deixo mais fotografias do resto da viagem!

Beijinhos.

p.s. - andam-me a faltar as palavras em português!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Culture Jamming


L'Interferenza Culturale (...) abbraccia background molto diversi tra loro, ma comune a tutti è la convinzione che la libertà di parola non ha alcun senso se la cacofonia pubblicitaria, l'invasione del logo, ha raggiunto un livello tale che nessuno è più in grado di sentire. L'interferenza tenta di colpire il lato più frivolo delle emozioni suscitate dal marchio, ovvero cerca di distogliere queste emozione dal desiderio di nuove mode e fenomeni pop per catalizzarle sul processo pubblicitario del marchio stesso, permettendo di esprimere il proprio dissenso.
Il Culture Jamming è una forma di Comunicazione-guerriglia, una sorta di "inceppamento della cultura".

(...)

L'Interferenza Cultural è soprattuto uno strumento anti-marketing, che ha come obiettivo quello di sfondare lo sbarramento dei media, agendo su fronti diversi. La contraffazione diventa così un mezzo all'interno di un movimento politico di più ampia portata, che si oppone a una vita dominata dai marchi.

(...)

I culture jammer stanno organinzando una resistenza contro gli agglomerati di potere e contro il marchio, che sta diventando sempre più forte e pervasivo nella vita degli individui. La loro interferenza sarebbe quella di costruire un nuova cultura, con un cuore e un'anima non commerciali, sulle rovine della vecchia cultura consumistica. (...)

Claudia Galal, Street Art

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Quarta

O meu vizinho, tão querido, mas que não percebo nada do que senhor diz, trouxe-me abrunhos! E tenho uma nova rapariga cá em casa que está agora a cozinhar para nós!

A má notícia é que o Umbria morreu afogado e agora o Jazz está um bocado deprimido.. vamos ao mercado comprar outro patinho..
star wars V star trek