terça-feira, 1 de setembro de 2009

domingo, 23 de agosto de 2009

L’istanza fondamentale della Street Art dovrebbe essere dunque la protesta contro la globalizzazione economica, l’omologazione culturale e il consumismo sfrenatodella società attuale.

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La Street Art si propone anche come rappresentazione della realtà quotidiana, uno specchio che riflette le caratteristiche della società postmoderna.

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Lo scopo fondamentale del Postgraffitismo dovrebbe quindi essere la spinta all’attivismo sociale e politico. Le varie forme della Street Art tentano di creare negli individui la consapevolezza che un mondo migliore è possibile. Raggiungere il successo significherebbe rovesciare il sistema attuale, abbattere le strutture del capitalismo e della globalizzazione, che sta provocando la rovindo dell’ambiente e aumentando il divario tra Nord e Sud del mondo. In primo luogo, occorre convincere il pubblico, cioè l’insieme di persone che vede una qualche manifestazione artistica abusiva, a riappropriarsi degli spazi e farne un uso democratico, non imposto dall’altro. Per ottnere questo risultato, la Street Art transforma il linguaggio commerciale e aziendale in un linguaggio di protesta e opposizione contro l’nvasione pubblicitaria.

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Inoltre, questa tendenza dell’Urban Art porta in sé un ulteriore messagio, o meglio, un ideale. La grande collaborazione, solidarietà e stima reciproca tra i vari artisti raresentano un chiaro invito al rispetto della diversità, alla contaminazione e alla multiculturalità. (...) è un mezzo di sensibilizzazione e di educazione alla toleranza

Claudia Galal, Street Art

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Most Hated

Quando estava a ler o Ípsilon, encontrei uma reportagem sobre os Most Hated, um grupo de Hip Hop, constituído por um judeu e por um muçulmano. Ainda não tive a oportunidade de ouvir, visto estar com uma internet um pouco lenta, mas a entrevista que lhes é feita e o motivo que os levou a formar este dueto pareceu-me super interessante. Se tiverem oportunidade leiam este artigo integral, se não, eu deixo aqui alguns excertos.

Para ouvirem a música deles podem ir a http://www.myspace.com/mosthatedrap (coisa que eu farei quando voltar a Lisboa).

Sneakas e Mazzi descrevem-se a si próprios como “dois MC incrivelmente tlentosos e extremamente diferentes”. Formaram o duo Most Hated em 2007, em Nova Iorque, e o êxito foi confirmado no YouTube, em vídeos insolentes e divertidos, “Shalom, Salaam”, “Tug of War” e “History (re) right”, onde há um soldado e um bombista, onde há Ciro e Mein Kampf, onde há humus & Hamas”, onde há “Jews & Jewelery”. (…)
Sneakas (Yoni Bem-Yehuda) começou a chamar a atenção começou a chamar a atenção quando participou no platinado “The Light and the Shadow” do israelita Subliminal (Ya’akov ‘Kobi’ Shimoni), um dos criadores do chamado “hip-hop sionista”. Curiosa a sua associação com este rapper, filho de uma judia do Irão e de um judeu da Tunísia, cujas canções patrióticas, sobretudo a partir da segunda Intifada de 2000, reflectem a perseguição dos seus pais nos países de origem, elogiam o serviço militar e condenam o consumo de drogas. (…)
A essência de Most Hated foi assim resumida por Sneakas: “Muitos grupos formam-se porque os membros estão de acordo no início e depois acabam porque não se entendem à medida que o tempo passa. Mazzi e eu discordamos desde o princípio e esperamos que, à medida que o tempo passa, aprendemos a concordar um com o outro. É por isso que fazemos música.

(…)

Sneakas, o que é que Israel representa para si? (…) Apoio os meus soldados israelitas e sei que às vezes têm de tomar decisões muito difíceis para proteger Israel.
(…) Israel e o seu governo têm a obrigação de proteger o seu povo dos muitos e crescentes perigos que nos rodeiam.

(…)

Quando olha para o Irão, o que é que Mazzi vê? E o que é que vê quando olha para Israel? Será que viver na América mudou a percepção do país onde nasceu o “inimigo”? Bem, o “inimigo” é o governo corrupto. Seja no Irão, nos Estados Unidos ou em qualquer outro lugar. Quando olho para o Irão, vejo um incrível potencial mas oportunidade mínima. Quando olho para Israel, vejo luta, racismo, limpeza étnica, violações dos direitos humanos, caos, beleza, espiritualidade, crianças inocentes, história & riqueza tudo num só… Bastante louco!

(…)

Em “Tug of war”, Mazzi representa o papel de um palestiniano, um muçulmano, um bombista suicida. Porquê? Para mostrar que muita coisa acontece até chegar a esse nível.

(…)

Os muçulmanos são vítimas. Sem dúvida… e quando alguém é vitimizado durante tanto tempo, ele ou ela tende a ripostar. Alguns reagem com extremismo, outros usam métodos mais inteligentes de retaliação…

(…)

Por que chamaram ao grupo “Most Hated”? o objectivo é passar uma mensagem política?
Sneakas
– (…) Imaginámos que um judeu e um muçulmano, onde quer que estejam, serão os mais odiados.

(…)
Nenhuma memória pode ser visitada. Mais grave: há lembranças que apenas na morte se reencontram.

(...)

É a solidão o que mais tememos na morte, prosseguiu ele. A solidão, nada mais que a solidão.

(...)

Em criança não nos despedimos dos lugares. Pensamos que voltamos sempre. Acreditamos que nunca é a última vez.

(...)

É por isso que te escrevo. Não há morte, nesta carta. Mas há uma despedida que é um pequeno modo de morrer.

(...)

Nunca faças nada para sempre. Excepto amar.

Mia Couto, Jesusalém

domingo, 16 de agosto de 2009

Viver? Ora, viver é cumprir sonhos, esperar notícias.

(...)

- Então, filho, o que se passa?
Nuntzi ripostou com pacificados modos, tão suaves que eu mesmo me surpreendi:
- Estou cansado, pai.
- Cansado de quê? Se você não faz nada, de manhã à noite?
- Não viver é o que mais cansa.

(...)

Saudade é esperar que a farinha se refaça em grão.

(...)

Eu estava no caminho inverso de Zaca: um dia seria bicho. Como é que, tão longe da gente, nós ainda éramos homens? Essa era a minha dúvida.
- Não pense assim. Lá na cidade é que nós nos bichamos.
No momento, não avaliava quanto o militar estava certo. Mas hoje, sei: quanto mais inabitável, mais o mundo fica povoado.

Mia Couto, Jesusalém

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

- Bom, às vezes estas egrégias instituições oferecem uma ou duas bolsas de estudo para os filhos do jardineiro ou de um engraxador para assim mostrarem a sua grandeza de espírito e caridade cristã - expôs Fermin. - A maneira mais eficaz de tornar os pobres inofensivos é ensiná-los a quererem imitar os ricos. É esse o veneno com que o capitalismo cega...
Carlos Ruiz Zafón, A Sombra do vento

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Voltar.

Não parece real. Não sei se é a volta, se os últimos meses. Não encaixam juntos.
Na Piazza Partigiani, as 8h30 da manhã, não sentia nada. Tinha dormido uma hora, não tinha bebido café. Parecia que tinha tomado um litro de café (quem me conhece entenderá o meu estado de excitação, de hiperactividade). Ria, não atingia o estado dos outros. Até me abraçarem. Até chorarem com a minha partida e a da Andreia do Porto. Até me agradeceram a amizade, o tempo que passámos juntos. A esses não consegui falar. Aos óbvios abracei-me e chorei também. Aos que não eram óbvios fui mais forte. Abracei, chorei e disse o quão bom e importante tinha sido conhecê-los.

No aeroporto perdi a noção. Despedi-me da Andreia a sentir que íamos de férias.
No avião às vezes arrepiava-me, tentava perceber o que se passava. Não encontrava a resposta.
Esperei pelas malas. Saí e vi a nossa Andreia com o João. Foi um misto de alegria com a tomada da realidade. Quis correr para ela e de repente deparei-me com toda a família. E não sei..

Toda a gente conhece a avó, a Preciosa, de tanto que eu falo... acho que não as abracei. Parece que não tinha saudades. Parece que tive longe dois dias. Aqui tudo está igual.

Não consigo encaixar Perugia aqui neste mundo. Há algo que não bate certo. Parece que não aconteceu. Prefiro não contar. Não se fala sobre seis meses da nossa vida do nada. Fala-se com quem pertenceu, com quem sabe do que falamos.

É-me difícil lidar com as pessoas. Encontro uma amiga na rua, que logo me pergunta novidades, como foi. Quando sabe que vou ter com pessoas de Perugia não percebe. Tanto tempo fora e logo quando chego vou ter com eles.
Prefiro não encontrar ninguém. Ou encontrar aqueles que não fazem perguntas. Aqueles que me abraçam e me deixam chorar. Mas é difícil que eu deixe alguém chegar-se.

O Bairro Alto estava vazio. Só turistas. Mas ainda falei italiano com um vendedor de pulseiras. O Bairro Alto era um sítio novo, onde eu, a Joana e a Andreia fomos de viagem. Senti-me quase em Perugia, embora soubesse que não ia voltar.

Às vezes estou num ponto de excitação, canto e danço. Outras sei que não vou voltar, é compulsivo. Perugia não se encaixa. Estou perdida. Parece que nunca saí daqui. Ainda não sei o que pensar, não sei como agir, como reagir.
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Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio dos luceros que cuando los abro
Perfecto distingo lo negro del blanco
Y en el alto cielo su fondo estrellado
Y en las multitudes el hombre que yo amo

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el oído que en todo su ancho
Graba noche y día grillos y canarios
Martirios, turbinas, ladridos, chubascos
Y la voz tan tierna de mi bien amado

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado el sonido y el abecedario
Con él, las palabras que pienso y declaro
Madre, amigo, hermano
Y luz alumbrando la ruta del alma del que estoy amando

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la marcha de mis pies cansados
Con ellos anduve ciudades y charcos
Playas y desiertos, montañas y llanos
Y la casa tuya, tu calle y tu patio

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fondo de tus ojos claros

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y me ha dado el llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de ustedes que es el mismo canto
Y el canto de todos que es mi propio canto

Gracias a la vida, gracias a la vida

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Texto republicados

Raramente sinto o sentimento de tristeza. Tenho muitos sentimentos maus, menos felizes, de dúvidas. Mas o sentimento de tristeza é raro. Quando vem, vem cá com uma força, que me deixa sem ar.

Parece que tou em stand-by. Vejo tudo a afundar-se mas não consigo aproveitar os últimos momentos. Queria passar por tudo de uma vez.

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Eh!) É o fim de um ciclo.. um fim um bocadinho longo de mais. A angústia vem desde o início de Julho, talvez antes. Querer parar de viajar, querer aproveitar cada bocadinho de Perugia. E Julho foi um dos momentos altos, mais intensos. Conhecer imensa gente, aprofundar amizades, voltar a outras. E ter a nossa rotina de sempre.
Mas o fim é longo de mais. Ter que dizer adeus desde o início. Primeiro àqueles que achávamos que não iam fazer falta, aqueles que sabíamos que faziam mas que não eram assim tão importantes. Mas aquele momentos finais da despedida, ver as expressões... Mesmo assim, no geral, continuava tudo o mesmo. A falta de tempo para vir a casa, falta de tempo para escrever no blog, mandar postais. O Umbria Jazz, as festas, a fontana... passar o dia no Facebook, a cantar, a dançar, os objectivos a cumprir.. mas sempre intenso, nunca sozinha.
Chega o momento em que o lugar em que passo o dia fica vazio, quem me acompanha vai embora. E vem o medo que nunca senti tão intensamente, o de estar sozinha. De não ter com que chorar.
À noite, muitos continuam cá, mas o ambiente já não é o mesmo...
Tenho tempo a mais, para dormir, para ler, para pensar. Tempo só para mim. Mas já não estou habituada a isso. Não me quero habituar a isso aqui.
Não tenho vontade de voltar, mas já nada é o mesmo... e antes ter alguém com quem cantar do que fazê-lo sozinha :) ...
Definitivamente, vim para Perugia para aprender a gostar de animais.. o Marley foi de quem mais gostei!

domingo, 26 de julho de 2009

Addio






Lago Trasimeno

sábado, 25 de julho de 2009

para a avó

Das últimas coisas que vi em Perugia foi a Facoltà di Agraria e lembrei-me de ti, avó. Aqui vão umas fotos!


Muere lentamente

Muere lentamente quien se transforma en esclavo del hábito, repitiendo todos los días los mismos trayectos, quien no cambia de marca, no arriesga vestir un color nuevo y no le habla a quien no conoce.

Muere lentamente quien evita una pasión, quien prefiere el negro sobre blanco y los puntos sobre las "íes" a un remolino de emociones, justamente las que rescatan el brillo de los ojos, sonrisas de los bostezos, corazones a los tropiezos y sentimientos.

Muere lentamente quien no voltea la mesa cuando está infeliz en el trabajo, quien no arriesga lo cierto por lo incierto para ir detrás de un sueño, quien no se permite por lo menos una vez en la vida, huir de los consejos sensatos.

Muere lentamente quien no viaja, quien no lee, quien no oye música, quien no encuentra gracia en sí mismo.

Muere lentamente quien destruye su amor propio, quien no se deja ayudar.

Muere lentamente, quien pasa los días quejándose de su mala suerte o de la lluvia incesante.

Muere lentamente, quien abandona un proyecto antes de iniciarlo, no preguntando de un asunto que desconoce o no respondiendo cuando le indagan sobre algo que sabe.

Evitemos la muerte en suaves cuotas, recordando siempre que estar vivo exige un esfuerzo mucho mayor que el simple hecho de respirar.

Solamente la ardiente paciencia hará que conquistemos una espléndida felicidad.

Pablo Neruda