domingo, 21 de setembro de 2008

Viena

Sempre imaginei Viena como uma cidade gigantesca. Gigante nos seus edifícios, nos seus jardins, na sua beleza.

Quando cheguei a Westbanhof não vi uma estação bonita.
Ao contrário de raras excepções, aprendi que uma estação de comboios pode ser das zonas mais feias e mais desencorajadoras de uma cidade. Mas até uma estação em Lisboa era mais bonita que Westbanhof. E eu estava em Viena!

Apanhei o metro até Grosse Neugasse. E para mim, esta cidade continuava escura e suja. Não se via coquettes. Via pessoas desgrenhadas e suadas.
Não que desgostasse desta ideia. Gostava. Via jovens, via velhos e crianças. Via de tudo e gostava do que via. Sentia-me à vontade ali no meio.

Cheguei ao centro de Viena, à beleza de que tanto ouvira falar, mas não a consegui sentir dessa maneira. Aquela primeira impressão ficou e não mudou o meu pensamento. Parecia-me uma cidade em decadência mas que rejuvenescia.

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